Automobilismo F1

Credibilidade da FIA? Da #F1? Hahahaha

28/07/2020

Credibilidade da FIA? Da #F1? Hahahaha

Credibilidade da F1? Credibilidade da FIA (Federação Internacional de Automobilismo)? Você realmente quer caminhar por essa viela escura ou, então, prefere abstrair-se e divertir-se somente com o lado lúdico e emocionante dos esportes a motor? Não tenho como provar, mas acredito que quase 100% dos interessados estão mesmo é se lixando para a insuspeição da entidade e da categoria. Afinal, não seria pura e simplesmente entretenimento. Em caso contrário.

Nessa semana, na Itália, a imprensa expôs os passos que levaram a FIA a fazer um “acordo secreto” com a escuderia Ferrari. O trato envolve os supostos motores adulterados da equipe rubra em 2019. Para minimizar… ou melhor, para se livrar de punições e exposição desnecessária, o time de Maranello concordou em “limpar” seus propulsores para 2020 e parar o desenvolvimento. Tudo indica que o mísero desempenho desse ano seja a prova do cumprimento dos termos.

A verdade é que a Federação desconfiava, mas não tinha como comprovar a irregularidade dos ferraristas. Esta consistia numa espécie de software que alterava a potência do motor de forma escandalosa e ilícita durante os GPs. O software, evidentemente, era irresgatável. Não poderia ser rastreado. Se não é exatamente isso, fica próximo. A essência aqui é como a Ferrari deliberadamente fraudou a competição para vencer.

Mas a FIA só pode tomar uma posição e propor o tal “acordo por baixo do tapete” através de outra indignidade: a espionagem industrial de outra equipe (não revelada) interessada diretamente no processo. Ou seja, os dados que a entidade analisou para colocar os italianos contra a parede foram roubados de Maranello. Mais uma vez, a ilegalidade, a fraude, o ilícito como forma de fazer justiça. Um contra-senso.

Resumo das linhas acima: não se pode confiar na FIA e muito menos pode-se confiar nas equipes de F1 no que tange à legalidade de seus carros e às formas que seus projetos são feitos. Na minha visão, mais do mesmo. E isso desde os primeiros anos na década de 1950.

Senão vejamos: o banimento do DAS em 2021 e a manutenção nessa temporada carece de mais análise. O carro da Racing Point 2020 exatamente igual ao carro de 2019 da Mercedes carece de mais análise. E vamos mais longe retrocedendo na história: a Benetton de Briatore e Schumacher, o acidente de Nelsinho Piquet em Cingapura, Nelson Piquet e o tanque de água, as ordens de equipe da Ferrari, a eletrônica embarcada na Williams e mais adiante na Renault…

São muitos os casos que merecem mais análise…

Repito a pergunta: você prefere absorver a emoção do esporte? Ou, então, absorver toda a injustiça envolvida em uma competição?

Rogério Elias, jornalista, fundador ao Amigos da Velocidade ao lado de Téo José, comentarista de Esportes a Motor, professor de jornalismo e palestrante. @RogerioElias.

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Jornalista. Abril, UOL, Yahoo, Estadão, Correio Paulistano.
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