Esporte Racismo

Outra equipe muda de nome. E a pressão continua.

27/07/2020

Outra equipe muda de nome. E a pressão continua.

Há pouco mais de dez dias, o consagrado time de futebol americano (da NFL), Washington Redskins, cedeu à pressão de vários anos de ativistas contra o racismo e decidiu mudar o seu nome e o seu logotipo. O termo Redskins (em versão livre: peles vermelhas) é considerado preconceituoso e remete à época de extermínio dos povos indígenas nos EUA.

A tal pressão aumentou muito depois do assassinato de George Floyd e, na sequência, dos inúmeros e intensos protestos contra a injustiça racial. E notem: a tensão contra os dirigentes não se resumiram aos torcedores e população de uma forma geral. Não, não. Os patrocinadores também resolveram exigir uma nova visão.

No caso do Redskins, a FedEx (principal anunciante) exigiu a troca de nome e do logotipo. A Pepsi e a Nike foram na mesma linha e querem a mudança também. Essa ameaça, no bolso, ou melhor, nos cofres da equipe é sempre mais efetiva para o êxito. E mesmo afirmando que nunca faria isso, o presidente da franquia esportiva sucumbiu.

Agora foi a vez dos canadenses do Edmonton Eskimos também anunciarem que trocarão o nome de sua equipe na NFL (National Football League). Os motivos são exatamente os mesmos do Redskins. O termo eskimo tem conotação racista. Outras equipes, em breve, irão na mesma linha, tratam-se do Kansas City Chiefs e do Atlanta Braves — este um time do baseball.

Outros mais virão…

Diante disso, que ocorre no coração esportivo dos Estados Unidos, fica bem difícil aceitar as declarações do supercampeão Mario Andretti (F1, IndyCar, NASCAR e mais) que criticou recentemente o piloto britânico Lewis Hamilton,da F1, por se transformar num militante da igualdade racial. Andretti disse que Lewis ‘criou um problema onde não existe’. Ou, algo assim.

Pela reação dos envolvidos em um dos esportes mais populares na América, o futebol americano, a questão existe. E pra valer mesmo.

*As mudanças de nomes do Redskins e dos Eskimos ainda estão em processo de pesquisa. Assim as novas denominações e marcas ainda não foram definidas.

Rogério Elias, jornalista, fundador ao Amigos da Velocidade ao lado de Téo José, comentarista de Esportes a Motor, professor de jornalismo e palestrante. @RogerioElias.

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Jornalista. Abril, UOL, Yahoo, Estadão, Correio Paulistano.
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