Automobilismo F1

A vez em que Kimi quase levou a Lotus à falência

21/06/2020

A vez em que Kimi quase levou a Lotus à falência

Kimi Räikkönen é um piloto descoincidente dentro da Fórmula 1. Isso é sabido e repetido ao esgotamento pelo paddock da categoria e, principalmente, entre os fãs. São muitas as histórias, dentro da pista e pelo mundo afora, que construíram a reputação do finlandês.

Ele teve duas passagens pela F1. A primeira terminou em 2009, quando ele foi dispensado pela Ferrari para a chegada de Fernando Alonso, e conclui-se exitosa pois tem um título mundial em 2007. A segunda, começada em 2012, pela equipe Lotus, ainda desenrola-se.

Entre 2010 e 2011, Kimi se arriscou no Mundial de Rali e também na NASCAR. E obteve, sim, algum sucesso nessas séries.

No retorno à Fórmula 1, o contrato com a Lotus não poderia ter sido melhor redigido. Para Kimi. Não para a equipe. Claramente,  Gérard Lopéz, chefão da escuderia na época, não botava muita fé no piloto. Ou, então, não botava fé em seu carro. Ou, mesmo, nos dois.

Lopéz ofereceu para o piloto uma cláusula de desempenho. Essa, apesar de não oficialmente revelada, sugeria uma salário menor e mais um bônus em dinheiro por ponto conquistado na vigência. O valor do prêmio? Nada menos do que $50.000 euros.

Talvez Kimi tenha aceitado essa condição sem pensar muito. O objetivo era, verdadeiramente, voltar ao “circo”.

Räikkönen teve um desempenho espetacular no biênio 12/13, performance que lhe garantiu ademais um retorno à Ferrari em 2014, no lugar do brasileiro Felipe Massa. O finlandês somou 390 pontos com a Lotus, incluindo duas vitórias e treze pódios.

Façam as contas. Os 390 pontos multiplicados por 50.000 euros resultaram em $ 19.500.000,00 euros. Apenas de bônus.

A Lotus não tinha como pagar. Em 2013, como exemplo, Kimi não recebeu nenhum centavo (nem de salários), durante a temporada, até a penúltima prova do campeonato. O finlandês já ameaçava em não correr mais e, sobretudo, num processo judicial. O que custaria bem mais ao time.

A equipe conseguiu levantar dinheiro com investidores e quitou sua dívida com o campeão. Ao menos aparentemente. Já que Kimi Räikkönen nunca mais falou do assunto.

O finlandês ficou na Ferrari entre 14 e 18. Desde 2019 é um dos pilotos da Alfa Romeo. Já a Lotus foi comprada pela Renault em 2015.

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Jornalista. Abril, UOL, Yahoo, Estadão, Correio Paulistano.
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