Automobilismo F1

#F1 tem novas regras. Vai melhorar? A ver.

28/05/2020

#F1 tem novas regras. Vai melhorar? A ver.

A Fórmula 1 está animada, ao menos os times menores e médios, com as novas regras aprovadas pela FIA, nesta quarta-feira (27), sobre teto de gastos e limite para desenvolvimento dos carros para as próximas temporadas. Presumindo um futuro, não tão distante, os dirigentes da categoria finalmente chegaram a um acordo que parece promissor.

Aos gastos, que beiravam US$ 400 milhões para times como a Mercedes e por ano, foi imposta uma barreira. A partir de 2021, o limite será de US$ 145 milhões. Ou seja, bem menos da metade. Na temporada de 2022 esse valor desce para US$ 135 milhões. E entre 2023 e 2025, os gastos não poderão ultrapassar US$ 130 milhões.

Nestes valores não estão incluídos os custos com marketing, salário dos pilotos e dos três funcionários mais bem pagos das equipes. Além de outras despesas não relacionadas à performance dos carros. No mundo ideal, no papel, funciona como o cantar de um canário na floresta de Ardenas. Mas, alguns podem encontrar ai uma brecha para melhorar o carro. A ver.

As novas regras de competição, que entrarão em vigor a partir de 2022, já obedecerão o teto de gastos. Medida inteligente, diante do cenário que vivemos, já que anteriormente a ideia era teto e novo regulamento implementados no mesmo ano. Todavia, o desenvolvimento dos novos carros foi praticamente congelado em 2021. Seja em aerodinâmica, chassis e câmbio. Além de outros componentes. Isso para evitar o abuso de times mais ricos e garantir uma diferença mínima de competitividade. A ver.

O uso do túnel de vento também sofreu uma importante modificação. Notem, o campeão de 2021 poderá utilizar somente 90% do tempo estabelecido para a temporada de 2022 em testes no equipamento. O vice-campeão usará 92,5%. E assim sucessivamente. Medida inteligente. Não sei apenas se a diferença de 2,5% será suficiente. Talvez precise ser maior. Mas só com a operação em andamento poderemos saber. Outra vez soa como um farfalhar de folhas de uma lebre correndo alegremente no Bosque de Vincennes, em Paris. A ver.

Outra mudança, ao meu ver excelente, foi a possibilidade de se mudar a programação dos GPs. O evento poderia ser reduzido para dois dias. Diminuindo o tempo de pista com treinos livres, a competitividade poderia aumentar na pista. Por que? As equipes teriam menos tempo para gerenciar problemas de acerto dos carros e situações climáticas. Mas, por enquanto é apenas uma possibilidade. Foi dada a luz verde. Mas nada garante sua implementação imediata.

Vejam, venho defendendo isso há anos. E vou mais longe: acho que o formato da Fórmula E seria o ideal. Neste, tudo se resolve em um dia. Ou seja, de manhã acontecem treino livre e qualificatório e à tarde acontece a corrida. O imprevisível estaria bem mais presente. Além disso, se abriria espaços para mais provas no calendário. Justamente o que os dirigentes querem com a medida descrita no parágrafo acima.

Por fim, entre as novas regras mais significativas, está uma distribuição mais equilibrada da renda gerada com os direitos comerciais da categoria entre as equipes. As escuderias grandes seguirão com boa parte do bolo de fubá. Porém, as médias e menores terão direito a mais pedaços.

Não esperem um equilíbrio de competitividade já em 2021. Talvez, algo possa acontecer nesse sentido na temporada de 2022. A ver.

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Jornalista. Abril, UOL, Yahoo, Estadão, Correio Paulistano.
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