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Será que a #F1 aguenta o tranco?

13/05/2020

Será que a #F1 aguenta o tranco?

Não há certezas na vida. A pandemia mundial de Covid-19 é prova irrefutável disso. E apesar de todo o otimismo, em todas as culturas, com relação ao fim em breve dessa crise sanitária, o fato é que não há como prever isso. Não há como prever por quanto tempo enfrentaremos o próprio vírus e suas consequências.

Não há certezas nas previsões que se faz do mundo pós-pandemia. Mas estas previsões podem se aproximar muito dessa nova realidade. Uma grande e arrastada recessão planetária, uma mudança radical nas regras de circulação mundial país a país, novas regras de saúde, uma explosão de alegria e otimismo natural após crises tão profundas, uma explosão de radicalismo… enfim… tantas são as possibilidades.

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Nessa semana, na F1, aconteceu uma mudança significativa na principal equipe da categoria. A Ferrari. E digo principal time pelo que este significa e não pelos resultados mais recentes nos campeonatos. Enfim, o tetracampeão mundial Sebastian Vettel — apontado na sua chegada em Maranello como “novo Schumacher” — decidiu não renovar seu contrato.

Vettel deve seguir seu caminho numa equipe menor. E o espanhol Carlos Sainz Jr, falta confirmação oficial, deve assumir o cockpit do alemão. Pode não ser Sainz, pode ser outro. Porém alguém estará lá ao lado do monegasco Charles LeClerc. E a questão é: que Fórmula 1 esse piloto encontrará em 2021?

Como disse, não há certezas na vida.

Todavia, a categoria-mor e o automobilismo devem sofrer bastante no pós-pandemia. A notícia dessa semana indica que a F1 perderá 84% de suas receitas nessa temporada. Um murro brutal bem no queixo dos promotores. Não parece nocaute. Não parece, ainda.

O temor de muitas pessoas ligadas ao esporte-motor (principalmente a FIA) é a falência das equipes menores, a redução significativa do poder econômico dos grandes times, a fuga de patrocinadores, fuga de organizadores locais de corridas e — também — a fuga de pilotos. Isso em todas as categorias do automobilismo.

A maioria acredita que, em curto prazo, todos os envolvidos resistam e 2021, se tudo der certo, seja um ano parecido com 2019 em termos de eventos. Mas, em médio prazo… aliás, a partir de 2022… não há certezas.

Como imaginar Vettel em uma equipe menor (dizem que será a McLaren) com menos dinheiro ainda. Imaginem se ela falir. E mesmo Carlos Sainz Jr, na grande chance de sua vida, onde não há certezas, numa Ferrari capenga. Imaginem se a F1 não aguentar o tranco.

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Jornalista. Abril, UOL, Yahoo, Estadão, Correio Paulistano.
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