Automobilismo F1

Vettel fora da Ferrari. E agora?

12/05/2020

Vettel fora da Ferrari. E agora?

Sebastian Vettel, desde o final do ano passado, já sentira que o “caldo havia entornado” em Maranello. De acordo com os rumores na imprensa europeia, em dezembro, ele procurou a direção da equipe McLaren com a intenção de desembarcar por lá em 2022. Se o boato é verdadeiro, o tetracampeão pode aparecer no time inglês já em 2021 já que Vettel não será mais piloto da Ferrari no próximo ano.

O time rubro e o alemão confirmaram, oficialmente, que as negociações para a renovação de contrato deram com os “burros n’água”. Ou com os cavalos rampantes no açude. Ao que parece, as propostas feitas pela Ferrari eram inaceitáveis para Vettel. A saber, uma queda brutal no salário do piloto e redução do tempo de acordo. Maranello até voltou atrás na questão do período que o piloto ficaria (ofereceu 3 anos). Mas, na grana não.

Sebastian jura com os pés juntos que a questão salarial não foi crucial para o fim das conversas. Outros quesitos pesaram na decisão. Pode ser. Mas, com certeza, admitir que deixaria a principal equipe da F1 por conta de desacordo financeiro, em época de crise pandêmica na saúde, não seria bom para sua imagem. Viraria somente um mercenário. Pode ser. Também.

E agora?

Bom, o futuro do piloto está totalmente em aberto. A McLaren surge como opção. Mesmo porque, de acordo com aqueles boatos do final de 2019, as portas estão totalmente abertas para o alemão e conversas já aconteceram. Hoje, a equipe britânica tem Lando Norris e Carlos Sainz Jr como titulares. E parece que se livrar de um deles não será tarefa complicada. Particularmente, aposto que Norris ficaria.

Vettel pode tirar um ano sabático. Repensar sua vida. Suas metas. E voltar em 2022 com mais energia. Ou, mesmo, ele pode se aposentar das pistas. Pelo menos, da categoria. E, aos 33 anos de idade, ir curtir a vida. Pescar, viajar, cuidar da família. Afinal, com os milhões de euros que acumulou ao longo da carreira, dinheiro não faltará. Os jornais italianos e britânicos apontam que a opção de aposentadoria passa muito pela cabeça dele.

E tem mais…

Por outro lado, também, e agora Ferrari? Como a escuderia italiana vai lidar com a saída de um piloto extremamente competitivo e que conhece o caminho do título mundial? A tarefa, em princípio, parece mais simples já que não existe na teoria um piloto sequer no planeta que não queira correr com os carros rubros. Nem Vettel (o desacordo foi de outra espécie). Mas quem está capacitado para tal?

Charles LeClerc, parece incontestável, é o queridinho da companhia. Ele é muito bom, muito rápido, muito inteligente… muito “um monte de coisas”. Só não é muito experiente. Ainda. E isso pode ser um problema. Na briga dos campeonatos e no desenvolvimento dos carros ao longo das temporadas. Penso em termos de equipe.

Olhando o grid atual, não há dúvidas de que o holandês Max Verstappen se encaixaria muito bem no cockpit da Ferrari. Seria bom para ele, afinal teria um carro uns dois degraus acima – em termos de competitividade – na comparação com o seu atual. E os italianos contariam com um piloto bem experiente e bem jovem ainda.

Verstappen já disse, não agora, mas sim no final do ano passado, que não correria na Ferrari com LeClerc por lá. Provavelmente já prevendo que a condição de queridinho deste iria provocar rapidamente um desgaste. Max afirmou que sua relação com Charles é boa. Amistosa. Talvez, uma boa conversa possa convencê-lo de enfrentar esse desafio.

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Jornalista. Abril, UOL, Yahoo, Estadão, Correio Paulistano.
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